Pensar em carteira: várias estratégias, várias contas
- Porque combinar estratégias não correlacionadas suaviza os resultados
- Como repartir o risco entre estratégias
- Quando juntar uma estratégia piora as coisas
Uma estratégia tem más épocas
Uma estratégia de tendência sofre nas lateralizações; uma de lateralização sofre nas tendências. Opere as duas e, quando uma estiver em drawdown, a outra pode estar a ganhar. É o centro do pensamento em carteira: combinar vantagens que não falham ao mesmo tempo.
O que combinar
- Estilos diferentes: tendência e reversão à média.
- Mercados diferentes: forex, ouro, índices.
- Tempos gráficos diferentes: swing e intradiário.
Verifique a correlação das curvas de capital, não só dos mercados. Duas estratégias em pares diferentes podem perder juntas se ambas forem apostas no dólar.
Repartir o risco
Divida o seu orçamento total de risco. Exemplo: 2% de risco diário no total, 1% para a estratégia A e 1% para a B. As estratégias com drawdowns históricos mais profundos recebem uma parte menor.
Quando juntar piora as coisas
- A nova estratégia não está provada: junta ruído, não vantagem.
- Está muito correlacionada com o que já opera: junta risco, não diversificação.
- Não a consegue acompanhar bem.
Várias contas
Muitos traders separam as estratégias em contas diferentes (ou contas de mesas proprietárias) para terem resultados limpos e para que o drawdown de uma estratégia não dispare os limites de outra. Um copiador pode então encaminhar as operações de cada conta principal para as contas certas.
- Juntar estratégias que falham todas nas mesmas condições.
- Dar a mesma parte de risco a todas as estratégias, independentemente do drawdown.
- Operar mais estratégias do que consegue acompanhar.
Como isto funciona quando copia operações
Teste-se
- Combine estratégias cujos maus períodos não coincidem.
- Reparta o risco pelo drawdown, não em partes iguais por defeito.
- Juntar estratégias não provadas ou correlacionadas piora uma carteira.